terça-feira, 25 de maio de 2010

À distância

É. É disso que eu estou falando. Como disse ainda pouco que acredito em ciclos.
Desligar não é tarefa de todos os dias.
Daí que falar primeiro dói tanto como quem fala por último. E de dor, transforma em sono...
Pisca os olhos e já é dia. E os tais raios solares poeticamente desejados em histórias para dormir não vêm.
Então você sai de casa e continua a reclamar do transporte público, até que a notícia de uma visita te faça sorrir com os dentes a mostra por minutos.
E do outro lado, onde mora a saudade, as manhãs continuarão a ser quentes e as lembranças da meia noite serão transcritas em palavras letra a letra digitadas, perambulando, soltas, numa sala fria, que falcilmente chamaria solidão.
Até que corre o dia e correm nele momentos de despedida. Dia sua, dia minha. E aqueles instates de silêncio são apenas formas de dizer eu te amo.
É, é exatamente sobre isso que eu estou falando, da mesma forma que te disse que acredito em ciclos.

6 comentários:

camila chaves disse...

esse teu texto, bonito que só ele, me fez sentir um vazio, uma saudade de um sentimento bom que já vivi.

juliano disse...

Eu também acredito em ciclos

Nathalia Ferro disse...

Olha, meu instante de silêncio ao terminar de ler teu texto foi que traduziu pra mim o tamanho do meu maravilhamento.
Foi então uma forma de dizer que amei, né?

=]

Ah. E eu voltei ontem de Sampa. Lá é a realidade que eu quero pra mim, mas a minha casa é onde estão os meus.
E daí que tu deves saber o quanto é mais fácil sentir saudade das pessoas quando elas estão por perto.
=*

Silvair Junior disse...

Prima, eu já tive ótimos momentos enquanto lendo Carlos Drummond, Vinícius de Moraes, Machado de Assis e muitíssimos outros, mas, seu blog por inteiro me levou quase à transcendência! Belíssimo! Lindo mesmo! Um grande abraço!

SaraMaper disse...

Seu blog ficou lindo, sarita!

Abiodun Akinwole disse...

Saudade incomodae nos faz lembrar do que importa. realmente, são ciclos.

abração!