VaiMachuca a alma dos teus conhecidos.
Eu vou viver amores que antes proibiste.
Percebes que a cada encontro a distância aumenta mais?
O que o corpo ainda pede, a cama em si já se cansou,
Os lençóis repetidos cobrem anos de saudade,
As pegadas na parede a tinta terminou de apagar,
E o vento continua a levar embora a paixão que ainda apoiamos em
janelas.
Já não trocamos mais palavras
Vivemos, ainda, porque aceitamos o resumo das nossas vidas
Entende
Nosso silêncio é uma forma de adeus.
Vai
E leva contigo esse vazio que tu criaste em mim.
Não continuas a me pontuar com reticências,
Que esse não-sentimento, torna confusa a nossa solidão.
Não estamos juntos. Nossos corpos estão sozinhos,
Tentando dizer um ao outro que o tempo passou.
Agora tu estás em todos os lugares.
Não te amo mais em ti.
Amar não é sofrer,
É se conhecer em outro alguém.
Entende
Agora não da mais pra te amar demais.
Vai
Que eu te permito conseguir me esquecer.
Eu só lamento o quanto te enganas,
O tanto que negas, é o tanto que amas.
E tu continuarás assim,
Nessa loucura de viver escondido em tua dor.
Sara Marinho
Gravura de Gustav Klimt
2 comentários:
Acerca de obras primas sou muito suscinta, pq o que é bom por si só fala.
Que bom quando alguém decifra pra nós aquilo que só conseguimos sentir.
Lindo, Sarinha.
Acho interessante como algo pode ser bonito e triste ao mesmo tempo. Quando se trata de amor e sentimentos, a coisa fica tão contraditória e confusa, não é?
O seu texto revela demais o meu momento atual =s.
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